quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

chamada para publicação

A Cadernos de Campo - Revista dos alunos de Pós-graduação em Antropologia Social da Universidade de São Paulo, abre chamada de 04 de janeiro a 07 de março de 2010 para receber artigos, ensaios, resenhas, informes, entrevistas, traduções e produções estéticas, conforme suas instruções para colaboradores.

Os trabalhos devem ser apresentados em três vias impressas, acompanhadas de uma cópia em mídia eletrônica enviada para o e-mail cadcampo@usp.br ou gravada em CD-ROM.
Abaixo, o endereço para envio das contribuições:

Revista Cadernos de Campo
Departamento de Antropologia - FFLCH/USP
Av. Prof. Luciano Gualberto, 315
São Paulo/SP - Brasil
CEP: 05508-900

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Prêmio Pierre Verger 2010

Prêmio Pierre Verger de Ensaio Fotográfico e Vídeo Etnográfico 2010

Os Concursos Pierre Verger de Ensaio Fotográfico em Antropologia e o de Vídeo Etnográfico da ABA têm por objetivo premiar produções fotográficas e produções cinematográficas/videográficas de cunho antropológico que apresentem qualidade técnica reconhecida na área. As inscrições são até 12 de abril de 2010.
V Prêmio Pierre Verger de Ensaio Fotográfico – Leia o edital.

VIII Prêmio Pierre Verger de Vídeo Etnográfico –  Leia o edital.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

IBRAM precisa de antropólogos

Concurso Público Instituto Brasileiro de Museus

Técnico em Assuntos Culturais

REQUISITOS: Diploma de conclusão de curso de graduação concluído em Ciências Sociais ou pós-graduação stricto sensu em Antropologia, fornecido por instituição de ensino superior reconhecida pelo Ministério da Educação.

Vagas: Brasília 05 - Niterói 01 - Paraty 01 - Rio de Janeiro 01

Salario inicial: 3.012,82

Leia aqui o edital

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A entrevista, a pesquisa e o íntimo, ou por que censurar seu diário de campo?

Resumo: O diário é constitutivo do ofício do etnógrafo, mas não é nada mais do que um conjunto disseminado de notas heterogêneas. Sua publicação, respeitando uma classificação cronológica, cria a ficção romanesca de um narrador-etnógrafo. Censurar a publicação permite não censurar a escrita. Os materiais censurados não são da ordem do íntimo, mas da ordem do não (ainda) inteligível.

Introdução

Uma parte expressiva do ofício do etnógrafo reside na construção do diário de campo. Esse é um instrumento que o pesquisador se dedica a produzir dia após dia ao longo de toda a experiência etnográfica. É uma técnica que tem por base o exercício da observação direta dos comportamentos culturais de um grupo social, método que se caracteriza por uma investigação singular que teve Bronislaw Malinowski como pioneiro e que perdura na obra de um Marcel Maget, caracterizada pela presença de longa duração de um pesquisador-observador convivendo com a sociedade que ele estuda.

Em torno desse método, também chamado de "observação participante", houve inúmeros debates. Neste artigo vou me deter unicamente na questão da escrita e da publicação do diário de campo do etnógrafo, recusando, aliás, considerar o método etnográfico como apanágio de uma disciplina, a etnologia. De fato, os sociólogos, mais que os geógrafos ou os historiadores, seguidamente fizeram uso da observação direta sem a fetichizar. Os pesquisadores que se posicionam como etnólogos stricto sensu não raro elitizaram a pesquisa etnográfica à dignidade do "campo", termo afetado por um genitivo de propriedade (o campo "de" tal ou tal etnólogo, "meu campo"). Essa palavra mágica designa ao mesmo tempo a sociedade ela mesma, o estágio que ali empreendeu o etnólogo e o desenvolvimento de sua investigação.

Leia o artigo na íntegra aqui

WEBER, Florence. A entrevista, a pesquisa e o íntimo, ou por que censurar seu diário de campo?. Horiz. antropol. [online]. 2009, vol.15, n.32

domingo, 10 de janeiro de 2010

precisa-se de antropólogos

A FUNASA abriu concurso público e há quatro vagas para antropólogos. São três vagas em Brasília-DF e 1 vaga em Campo Grande-MS. Inscrições de 07 de Janeiro a 04 de Fevereiro.

Leia aqui:

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Encontro Nacional de Antropologia e Performance

Publicado originalmente aqui

O ENAP | Encontro Nacional de Antropologia e Performance, que terá por sede o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo [MAC - USP], pretende reunir pesquisadores do campo das artes interessados em aprofundar seu diálogo com a antropologia e antropólogos que buscam conhecimentos em estudos de performance, num processo interdisciplinar que evoca um momento originário na história da antropologia da performance, nos anos de 1960 e 1970, quando Richard Schechner, um diretor de teatro virando antropólogo, faz a sua aprendizagem antropológica com Victor Turner, um antropólogo que, na sua relação com Schechner, torna-se aprendiz do teatro.

As atividades previstas pelo Encontro, abertas ao público, estarão divididas  em sessões de mesas redondas, conferências, ações performáticas [com a participação de convidados nacionais e internacionais] e apresentações de trabalhos [comunicações orais ou pôsteres], organizadas em torno de 3 eixos temáticos: festa e patrimônio | artes do espetáculo | música e oralidade.

Aos interessados em apresentar trabalhos [comunicações orais ou postêres], o prazo para envio dos resumos é 20 de dezembro de 2009 [clique aqui para mais informações] [O PRAZO PARA ENVIO DOS RESUMOS FOI PRORROGADO PARA 10/01/2010].

O Encontro é uma realização do Napedra | Núcleo de Antropologia, Performance e Drama – grupo de estudo e pesquisa que reúne, entre outros, alunos e professores do Programa de Pós-gradução em Antropologia Social [FFLCH-USP] e do Programa de Pós-graduação em Artes [IA-UNICAMP] - fazendo parte das ações propostas pelo projeto temático  Antropologia da Performance: Drama, Estética e Ritual,  financiado desde 2008 pela Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo [Fapesp].

O ENAP conta com o apoio da Rede Goiana de Pesquisa Performances Culturais [UFC | UCG | IHGG], do Programa de Pós-graduação Interunidades de Estética e História da Arte [USP], do Museu de Arte Contemporânea [MAC-USP, do Programa de Pós-graduação em Artes [IA-UNICAMP]  e do Departamento de Antropologia, Programa de pós-graduação em Antropologia Social [FFLCH-USP].

domingo, 3 de janeiro de 2010

A lição de sabedoria das vacas loucas

Por Claude Lévi-Strauss
Traduzido do francês por Nádia Farage

Para os ameríndios e para a maior parte dos povos que por longo tempo permaneceram sem escrita, o tempo dos mitos foi aquele em que homens e animais não eram realmente distintos uns dos outros e podiam se comunicar entre si. Tomar como início dos tempos históricos a Torre de Babel, quando os homens perderam o uso de uma língua comum e deixaram de se compreender, pareceria àqueles povos uma visão singularmente estreita. Do seu ponto de vista, o fim da harmonia primitiva se produziu num âmbito muito mais vasto: atingiu não apenas os humanos, mas todos os viventes.

Pode-se dizer que, ainda hoje, temos certa consciência daquela solidariedade primeira entre todas as formas de vida. Buscamos imprimir o sentimento dessa continuidade no espírito de nossas crianças desde cedo: nós as cercamos de simulacros de animais em borracha ou em pelúcia, e os primeiros livros de figuras que colocamos sob seus olhos lhes mostram o urso, o elefante, o cavalo, o asno, o cão, o gato, a galinha, o rato, o coelho etc muito antes que elas os deparem realmente, como se devêssemos dar-lhes, desde a mais tenra idade, a nostalgia de uma unidade que logo saberão rompida.

Não surpreende que o ato de matar seres vivos para se alimentar proponha aos humanos, conscientemente ou não, um problema filosófico — problema que todas as sociedades tentam resolver. O Antigo Testamento fez dele uma consequência direta da queda: no jardim do Éden, Adão e Eva se alimentavam apenas de ervas e frutos; foi a partir de Noé que o homem se tornou carnívoro (Gênesis, 1:29 e 9:3). É significativo que a ruptura entre o gênero humano e os outros animais preceda imediatamente a história da Torre de Babel — ou seja, a separação dos homens uns dos outros — como se esta fosse uma consequência ou um caso particular daquela.

Tal concepção fez da alimentação carnívora uma espécie de enriquecimento do regime vegetariano, ao passo que certos povos sem escrita vêem nela uma forma de canibalismo um pouco atenuada. Eles humanizam a relação entre o caçador (ou o pescador) e sua presa, concebendo-a sob o modelo de uma relação de parentesco: entre aliados por casamento ou, mais diretamente, entre cônjuges (assimilação facilitada por outra relação: aquela, feita em todas as línguas do mundo, entre o ato de comer e o ato de copular). A caça e a pesca se afiguram assim como uma espécie de endocanibalismo. Outros povos — talvez até os mesmos — julgam que a quantidade devida existente no universo deve estar sempre equilibrada. O caçador ou pescador que lhe desconte uma fração deverá, por assim dizer, reembolsá-la, a bem de sua própria esperança de vida. Essa é outra maneira de ver na alimentação carnívora uma forma de canibalismo — no caso, autocanibalismo, porque, nessa concepção, come-se a si mesmo na crença de se comer um outro.

Há alguns anos, por ocasião da epidemia da vaca louca, que ainda não era o que viria a se tornar, explanei aos leitores do La Repubblica ("Siamo tutti canibali", 10-11/10/1993) que as patologias afins de que vez por outra o homem é vítima — o kuru, distúrbio neurológico causado por ingestão de cérebros dos mortos em rituais na Nova Guiné, e a doença de Creutzfeldt-Jacob, resultante da administração de extratos de cérebro humano para curar distúrbios do crescimento – estão ligadas a práticas decorrentes do canibalismo, de modo que é preciso alargar a noção para poder incluir todas essas doenças.

E eis que agora nos informam que a doença da mesma família que afeta as vacas em vários países europeus (e que oferece risco mortal ao consumidor) é transmitida pelos farelos de origem bovina com que se alimentam os animais. Ela resultou, portanto, da ação humana de transformar estes em canibais, sob um modelo que de resto não é sem precedente na história. Segundo textos da época, durante as guerras religiosas que ensanguentaram a França no século XVI os parisienses esfaimados se viram constrangidos a se alimentar de pão à base de farinha de ossos humanos, retirados das catacumbas e moídos.

O vínculo entre alimentação carnívora e um canibalismo ampliado tem conotação talvez universal e, assim, raízes muito profundas no pensamento. Ele vem ao primeiro plano com a epidemia das vacas loucas, uma vez que ao pavor de contrair uma doença letal se soma o horror que tradicionalmente nos inspira o canibalismo, ora extensivo aos bovinos. Condicionados desde a primeira infância, decerto permanecemos carnívoros e buscamos carnes substitutivas. Não é de menos, portanto, que o consumo de carne tenha diminuído de forma espetacular: bem antes desses eventos, quantos de nós passaríamos diante de um açougue e experimentaríamos mal-estar ao vê-lo sob a ótica antecipada dos séculos vindouros? Pois dia virá em que a ideia de que os homens do passado criavam e massacravam seres vivos para se alimentar, e complacentemente expunham sua carne aos pedaços em vitrines, inspirará a mesma repulsa que os repastos canibais dos selvagens da América, da Oceania e da África despertavam nos viajantes dos séculos XVI e XVII.

A crescente voga de movimentos em defesa dos animais atesta que percebemos, cada vez mais nitidamente, a contradição que se encerra em nossos costumes entre a unidade da criação, tal como ainda se manifestava à entrada da arca de Noé, e a sua negação pelo próprio Criador, à saída.

Provavelmente, Auguste Comte está entre os filósofos que mais se ocuparam do problema das relações entre o homem e o animal. Ele o fez mediante uma concepção que os comentaristas preferiram desprezar, pondo-a na conta das extravagâncias a que frequentemente se entregava aquele grande gênio. Não obstante, merece que nela nos detenhamos.

Comte divide os animais em três categorias. Na primeira, inclui aqueles que de algum modo apresentam perigo ao homem e propõe simplesmente a sua aniquilação. Na segunda, ele reúne as espécies protegidas e criadas pelo homem para delas se alimentar: bovinos, suínos, ovinos etc. Após milênios transformando-os tão profundamente, de fato não poderíamos mais considerá-los animais: seriam antes "laboratórios nutritivos" onde se elaboram os compostos orgânicos necessários à nossa subsistência. Se Comte exclui da animalidade essa segunda categoria, integra à humanidade a terceira. Nesta agrupa as espécies sociáveis, em que encontramos nossos companheiros e nossos ativos auxiliares — animais cuja "inferioridade mental tem sido muito exagerada". Alguns, como o cão e o gato, são carnívoros. Outros, dada a sua natureza de herbívoros, não têm um nível intelectual que os faça utilizáveis. Comte preconiza torná-los carnívoros, coisa nada impossível a seus olhos, haja vista que na Noruega costumava-se alimentar o gado com peixe seco quando faltava forragem.

Assim, certos herbívoros seriam elevados ao mais alto grau da perfeição cabível à natureza animal. Tornados mais ativos e inteligentes por seu novo regime alimentar, seriam mais facilmente levados a se devotar a seus mestres como servidores da humanidade. Poderíamos confiar-lhes a vigilância das fontes de energia e das máquinas, de forma a deixar os homens disponíveis para tarefas mais importantes. Utopia, reconhece Comte, mas não mais do que a transmutação dos metais, que se encontra na origem da química moderna. Ao aplicar a ideia de transmutação aos animais, ele não faz mais do que estender a utopia da ordem material à ordem vital.

Antigos de século e meio, tais pontos de vista são proféticos sob vários aspectos, e sob outros manifestam um caráter paradoxal. É bem verdade que o homem provoca, direta ou indiretamente, a desaparição de inúmeras espécies, e que, por isso, outras tantas estão gravemente ameaçadas — que se pense nos ursos, lobos, tigres, rinocerontes, elefantes, baleias etc, bem como nas espécies de insetos e de outros invertebrados aniquilados a cada dia em consequência das degradações infligidas pelo homem ao meio ambiente.

Profética a um ponto que Comte não poderia imaginar é a sua visão daqueles animais que são impiedosamente reduzidos à condição de laboratórios nutritivos — visão da qual nos oferecem a mais horrível ilustração as atuais criações intensivas de vitelos, porcos e galinhas. Igualmente profética é a ideia de que os animais que formam a terceira categoria se tornarão ativos colaboradores do homem, como atestam as missões cada vez mais diversificadas que são confiadas aos cães-guia, o recurso a macacos especialmente treinados na assistência aos deficientes, as esperanças depositadas nos golfinhos.

A transmutação de herbívoros em carnívoros também é profética – como o evidencia o drama das vacas loucas, embora nesse caso as coisas não tenham se passado do modo previsto por Comte. Primeiro, porque tal transformação talvez não seja tão original quanto se crê: pode-se sustentar que os ruminantes não são verdadeiramente herbívoros na medida em que se alimentam sobretudo de micro organismos que, estes sim, se alimentam de vegetais por meio da fermentação num estômago especialmente adaptado. Segundo, porque a transformação não foi obtida em benefício dos ativos auxiliares do homem, mas em detrimento dos animais qualificados por Comte como laboratórios nutritivos — erro fatal, já que, como ele próprio alertou, "o excesso de animalidade lhes será prejudicial". Prejudicial não apenas a eles, mas também a nós: ao lhes conferirmos um excesso de animalidade (convertendo-os antes em canibais que em carnívoros) não estaríamos involuntariamente transformando nossos "laboratórios nutritivos" em laboratórios mortíferos?

A doença da vaca louca ainda não atingiu todos os países. A Itália, creio, está indene até o momento e talvez assim permaneça, seja porque a epidemia se autoconterá, como predizem os especialistas britânicos, seja porque se descobrirão vacinas ou curas, seja ainda porque uma rigorosa política sanitária garantirá a saúde dos animais destinados ao abate. Entretanto, outros cenários são concebíveis.

Contrariamente às idéias correntes, suspeita-se que a doença possa transpor as fronteiras biológicas entre as espécies. Atingindo todos os animais de que nos alimentamos, ela se instalaria permanentemente entre os males nascidos da civilização industrial e que comprometem cada vez mais gravemente a satisfação das necessidades de todos os seres vivos. Já não respiramos um ar que não seja poluído. Igualmente poluída, a água não é mais aquele bem que se podia crer ilimitado: nós a sabemos contada, tanto para a agricultura quanto para o uso doméstico. Após o surgimento da aids, as relações sexuais comportam um risco fatal. Todos esses fenômenos transtornam e transtornarão profundamente as condições de vida da humanidade, anunciando uma nova era em que terá lugar, como simples decorrência, esse outro perigo mortal apresentado pela alimentação carnívora.

Mas esse não é o único fator que poderá constranger o homem a evitar tal alimentação: num mundo em que a população global provavelmente terá dobrado em menos de um século, o gado e outros animais de criação se tornarão temíveis concorrentes do homem. Calcula-se que nos Estados Unidos dois terços da produção de cereais se destinam a alimentá-los. E não nos esqueçamos de que esses animais, em forma de carne, nos fornecem um número de calorias bem inferior àquele que consumiram no curso de suas vidas (no caso da galinha, segundo me disseram, um quinto).

Uma população humana em expansão rapidamente necessitará de toda a quantidade atual da produção de grãos para sobreviver, de modo que nada restará para o gado e os animais de criação. Em consequência, todos os humanos deverão calcar seu regime alimentar naquele dos indianos e dos chineses, em que a carne animal cobre uma parte muito pequena da necessidade de proteínas e calorias. Será preciso talvez renunciar completamente a ela, porque à medida que a população aumenta há diminuição da superfície das terras cultiváveis (sob o efeito da erosão e da urbanização), das reservas de hidrocarbonetos e dos recursos hídricos.

Em contrapartida, os especialistas estimam que se a humanidade se tornasse integralmente vegetariana as superfícies hoje cultivadas poderiam alimentar uma população em dobro. É notório que nas sociedades ocidentais o consumo de carne vem diminuindo espontaneamente, como se o seu regime alimentar já começasse a mudar. Ao desviar os consumidores da carne, a epidemia da vaca louca não faz mais do que acelerar uma evolução já em curso. Ela apenas acrescenta um componente místico, gerado pelo sentimento difuso que nossa espécie expia por haver contrafeito a ordem natural.

Ainda que a encefalopatia esponjiforme (nome científico da doença da vaca louca e congêneres) se instale de forma duradoura, supomos que o apetite de carne não desaparecerá na mesma proporção. Mas sua satisfação se tornará uma ocasião rara, cara e cheia de riscos (o Japão experimenta algo parecido com o fugu, peixe tetraodontídeo de sabor delicado que se imperfeitamente limpo pode ser um veneno letal).

A carne figurará no cardápio em circunstâncias excepcionais, e será consumida com a mesma mistura de reverência piedosa e ansiedade que, segundo os antigos viajantes, impregnava o repasto canibal de alguns povos. Em ambos os casos, trata-se ao mesmo tempo da comunhão com os ancestrais e da arriscada e perigosa incorporação da substância de seres vivos que foram ou se tornam inimigos.

Os agrônomos serão encarregados de aumentar o teor de proteína das plantas alimentares, e os químicos de produzir proteínas sintéticas em quantidade industrial. Não mais lucrativa, a criação terá desaparecido completamente. Comprada em lojas de luxo, a carne provirá somente da caça. Nossos antigos rebanhos, abandonados, serão caça como outra qualquer em um campo entregue à selvageria.

Não se pode afirmar que a expansão de uma civilização que se pretende mundial uniformizará o planeta. Amontoando-se como hoje em megalópoles tão grandes quanto regiões inteiras, uma população terá evacuado outros espaços. Definitivamente abandonados por seus habitantes, tais espaços retornarão às suas condições arcaicas: aqui e ali surgirão as mais estranhas formas de vida. Em vez de caminhar em direção à uniformidade, a evolução da humanidade acentuará os contrastes, criando o novo e restabelecendo o reino da diversidade. Romper hábitos milenares — essa é talvez a lição de sabedoria que um dia haveremos de aprender com as vacas loucas.

Nádia Farage é antropóloga e diretora do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp.

Notas

Este artigo foi publicado originalmente em Études Rurales, nº 157-58, 2001, pp. 9- 14. A tradução para o português foi originalmente publicada na revista Novos Estudos, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, edição 70, de novembro de 2004.

publicado em http://www.comciencia.br/comciencia/handler.php?section=8&edicao=46&id=546

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

guia teoria antropológica (u of alabama)

Social Evolutionism evolucionismo social
Diffusionism and Acculturation difusionismo e aculturação
Historicism historicismo
Functionalism funcionalismo
Manchester School escola de manchester
Culture & Personality cultura & personalidade
American Materialism materialismo americano
Cultural Materialism materialismo cultural
Ecological Anthropology antropologia ecológica
Cross-Cultural Analysis análise transcultural
Cognitive Anthropology antropologia cognitiva
Marxist Anthropology antropologia marxisista
Feminist Anthropology antropologia feminista
Structuralism estruturalismo
Symbolic & Interpretive Anthropologies antropologias simbólica & interpretativa
Postmodernism & Its Critics posmodernismo & sua critica

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Alcida Rita Ramos é professora emérita da UnB

Defensora da causa dos Yanomami, a antropóloga recebe título dedicado a docentes aposentados pela instituição
por Daiane Souza- Da Secretaria de Comunicação da UnB / fotografias: Roberto Fleury/UnB Agência

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Ribeiro: Alcida está sempre na ponta em sua área do conhecimento

A antropóloga Alcida Rita Ramos, um dos principais nomes da Antropologia brasileira, recebeu o título de Professora Emérita da Universidade de Brasília nesta sexta-feira, 20 de novembro. A honraria é concedida a docentes aposentados que se destacaram no exercício da atividade acadêmica. Alcida lutou mais de duas décadas pela demarcação das terras dos índios Yanomami. “Alcida se destaca, e muito, em todas as frentes que um professor universitário poderia almejar. Está sempre na ponta em sua área do conhecimento”, elogiou Gustavo Lins Ribeiro, diretor do Instituto de Ciências Sociais

Além de modelo no ensino e na pesquisa, a professora é considerada uma das principais escritoras sobre o indigenismo e a política étnica brasileira. Com suas obras, trouxe grandes contribuições ao estudo desses temas e hoje trabalha na pesquisa comparada do indigenismo na América do Sul, em cenários brasileiros, argentinos e colombianos. “Vivo minha profissão porque acredito estar no lugar certo”, disse Alcida.

Essa é a oportunidade onde se celebra meu caso de amor com a UnB, diz Alcida. Para os colegas, a aposentadoria não fez com que Alcida sossegasse. De acordo com a antropóloga, a UnB lhe proporcionou o espaço necessário para que se desenvolvesse profissionalmente. “A universidade é uma das poucas instituições que acolhe e permite que os aposentados continuem a usufruir do mesmo espaço”, explica. “Essa é a oportunidade onde se celebra meu caso de amor com a UnB. Esta universidade faz parte de mim”, agradeceu, emocionada, a docente.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

concurso público para antropólogos UNESP

A UNESP divulgou edital de concurso para professores de antropologia.

  • Vaga: Professor Assistente Doutor
  • Remuneração: R$ 6.707,99
  • Disciplinas: Antropologia da Religião e Teoria Antropológica I e II
  • Inscrições: 17/11 a 16/12/2009
  • O programa (pontos para prova escrita e didática) encontra-se neste edital

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

27ª RBA – gts e mesas redondas aprovadas

27ª Reunião Brasileira de Antropologia (RBA)
Brasil Plural: Conhecimentos, Saberes Tradicionais e Direitos à Diversidade
1 a 4 de agosto de 2010, Belém – PA

Grupos de Trabalho e Mesas Redondas aprovados

  • Grupos de Trabalho aprovados pelo Conselho Diretor da ABA para compor a programação da 27ª RBA. Clique aqui

  • Mesas Redondas aprovadas pelo Conselho Diretor da ABA para compor a programação da 27ª RBA. Clique aqui

sábado, 7 de novembro de 2009

Curso Educação Escolar Indígena: subsídios para a gestão etnoterritorializada

Uma oportunidade única de formação e informação sobre a temática indígena

A Coordenação Geral de Educação Escolar Indígena (CGEEI)/Secad-MEC e o Projeto Trilhas de Conhecimentos: o ensino superior de indígenas no Brasil/LACED-Museu Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro, com suporte financeiro da Fundação Ford, da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), têm a satisfação de informar o início de uma nova parceria com o FGV Online – o programa de Ensino a Distância da Fundação Getulio Vargas, para o oferecimento de cursos de extensão.

O objetivo do curso Educação Escolar Indígena: subsídios para a gestão etnoterritorializada é apresentar informações básicas sobre a presença e a participação dos povos indígenas no processo de formação do Brasil, conduzindo a uma reflexão sobre os indígenas e a história do Brasil, suscitando debates e estimulando a revisão do que está, inadequadamente, descrito ou deformado por visões preconceituosas.

TURMAS 1 e 2
Inscrições: de 23/11/2009 a 20/12/2009
Início do curso: 18/01/2009

Clique aqui para se inscrever neste curso.
Clique aqui para mais informações.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

ética e regulamentação na pesquisa antropológica

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PROGRAMAÇÃO - 12/11/2009 - Auditório da Sociologia, UnB - 14:00 – 18:00

MESA 1 – PANORAMA DA DISCUSSÃO SOBRE ÉTICA EM PESQUISA NA ANTROPOLOGIA
· Luís Roberto Cardoso de Oliveira – Professor Titular e Chefe do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília, Ex-presidente da Associação Brasileira de Antropologia (ABA).
· Claudia Fonseca – Professora Titular do Departamento de Antropologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul
· Ciméa Barbato Bevilaqua– Professora Adjunta do Departamento de Antropologia, Universidade Federal do Paraná
· Debatedora: Patrice Schuch – Antropóloga, Professora Adjunta do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília

13/11/2009 - Auditório da Sociologia, UnB - 8:30 – 12:00
MESA 2 – EXPERIÊNCIAS CONCRETAS COM A REGULAMENTAÇÃO EXTERNA À PESQUISA EM ANTROPOLOGIA E SOCIOLOGIA
· Dora Porto – Antropóloga, Doutora em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília, é assessora da Presidência do Conselho Federal de Medicina, desempenhando a função de editora executiva da Revista Bioética.
· Fernanda Bittencourt – Doutora em Sociologia pela Universidade de Brasília, Assessora Técnica da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República
· Raquel Lima de Oliveira e Silva – Mestranda em Sociologia pela Universidade de Brasília
· Luciane Ouriques Ferreira – Doutoranda em Antropologia pela Universidade Federal de Santa Catarina, consultora da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA)
· Debatedora: Soraya Fleischer – Antropóloga, Professora Adjunta do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília

14:00 – 18:00
MESA 3 – A PERSPECTIVA DOS ÓRGÃOS REGULAMENTADORES
· Maria Rita C. Garbi Novaes – Coordenadora do Comitê de Ética em Pesquisa da Secretaria de Saúde do Governo do Distrito Federal
· Débora Diniz – Antropóloga, Professora Adjunta do Departamento de Serviço Social da Universidade de Brasília e Presidente do Comitê de Ética do Instituto de Humanas, UnB
· Representante do Ministério Público da União (A confirmar)
· Debatedora: Ximena Pamela C.D.Bermúdez – Antropóloga, Professora Adjunta do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília e da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS)

fonte: http://prticasdejustiaediversidadecultural.blogspot.com/2009/11/evento-etica-e-regulamentacao-em.html

Conhecimento antropológico com acesso gratuito

A produção antropológica norte-americana está a distância de um clique. Para professores e estudantes de antropologia que não pertencem a universidades públicas nunca acessam, porque o conteúdo é pago. O portal da AAA conhecido por AnthroSource está disponível para acesso gratuito durante os meses de novembro e dezembro. Esta promoção oferecerá acesso gratuito para todos (membros e não-membros) a um conteúdo de mais de 100 anos de atividade da Associação Americana de Antropologia. É, assim, uma grande oportunidade de acessar 32 revistas abaixo relacionadas, que oferecem um bom panorama da amplitude e a profundidade do saber antropológico. Aproveite e baixe a sua própria coleção de textos essenciais (todos em inglês). Esperamos que esta iniciativa abra portas para que os norte-americanos abram seus arquivos para um público mais amplo, notadamente estudantes das ciências sociais que não podem arcar com um acesso pago aos seus grandiosos conteúdos. O bom seria o AnthroSource tornar-se uma plataforma como a nossa inigualável Scielo.

As seguintes publicações estão no AnthroSource:

American Anthropologist
American Ethnologist
Anthropology & Education Quarterly
Anthropology & Humanism
Anthropology News
Anthropology of Consciousness
Anthropology of Work Review
Archeological Papers of the American Anthropological Association
Bulletin of the National Association of Student Anthropologists
Central Issues in Anthropology

City & Society
CSAS Bulletin Central States Anthropological Society
Cultural Anthropology
Culture & Agriculture
El Mensajero
Ethnographic Praxis in Industry Conference Proceedings
Ethos
General Anthropology
Journal of Latin American and Caribbean Anthropology
Journal of Linguistic Anthropology
Journal of the Society for the Anthropology of Europe
Medical Anthropology Quarterly
Museum Anthropology
National Association for the Practice of Anthropology Bulletin
North American Dialogue
Nutritional Anthropology
PoLAR: Political and Legal Anthropology Review
SOLGAN
Teaching Anthropology: Society for Anthropology in Community Colleges Notes
Transforming Anthropology
Visual Anthropology Review
Voices

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Morreu Claude Lévi-Strauss

Nascido em Bruxelas em 28 de Novembro de 1908, Claude Lévi-Strauss faleceu na noite do sábado 31 de Outubro para o 1 de Novembro de 2009, aos 101 anos de idade. Foi, talvez, o maior e mais prestigiado pensador desse século e, sem dúvidas, o mais renomado antropólogo do mundo. Escreveu livros que se tornaram leitura obrigatória (como a antropologia estrutural, tristes trópicos e mitológicas, p. ex) para iniciados(as) em antropologia. Seu pensamento tornou-se parte do tecido antropológico atual. Contribuiu e influenciou várias gerações de novos antropólogos e pavimentou a estrada para o debate sobre a moderna antropologia. Suas constribuições magistrais sobre sociedades tradicionais, mitos, ritos, estruturas, história e cultura são um inequívoco contributo ao pensamento do homem sobre os homens. Sua memória alimentará os caminhos ainda a serem trilhados pela antropologia e orientará nosso métier por muito tempo.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

precisa-se de antropólogos

o iphan lançou edital de concurso público para técnico em antropologia. Uma vaga para Belém e duas vagas para Brasília.

veja aqui o edital

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Raça: Novas Perspectivas Antropológicas

Organizadores:
Osmundo Pinho
Livio Sansone

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Em Favor do Estado Laico no Brasil

A Associação Brasileira de Antropologia, ABA, em defesa da laicidade do Estado brasileiro e em respeito à pluralidade do Brasil, conclama os membros do Congresso Nacional, especialmente do Senado Federal, a rejeitar, por sua flagrante inconstitucionalidade, o Acordo bilateral entre a República Federativa do Brasil e a Santa Sé e a Lei Geral das Religiões, pois o artigo 19 da Constituição Federal/88 veda à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios manterem “relações de dependência ou aliança” com cultos religiosos e igrejas e/ou subvencioná-los. Aprovados na Câmara dos Deputados, ambos ferem gravemente a Carta Magna porque estabelecem, entre outras atribuições, aos poderes executivos, a tarefa, por exemplo, de se empenharem na destinação de “espaços a fins religiosos, que deverão ser previstos nos instrumentos de planejamento urbano a serem estabelecidos no respectivo Plano Diretor”. Enquanto o Acordo bilateral, costurado nos moldes das antigas concordatas, configura o estabelecimento de uma aliança formal entre Estado brasileiro e Santa Sé/Igreja Católica, a previsão jurídica de o Estado destinar “espaços” para fins religiosos institui uma subvenção estatal a cultos e igrejas. Por atentarem contra o princípio da laicidade em vigor na Constituição brasileira, conclamamos os senadores a rejeitar a Lei e o Acordo supracitados.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Anais da II Reunião Equatorial de Antropologia e XI Reunião de Antropólogos do Norte - Nordeste

fonte: http://www.cchla.ufrn.br/REA2009/?pg=publi

PUBLICAÇÃO

 

Número
Título
Arquivo
GT01
Educação Escolar e Povos Indígenas.
GT02
Antropologia e Saúde Pública.
GT03
Música, Identidade e Fluxos Culturais.
GT04
Rituais indígenas e dinâmicas culturais contemporâneas na América Latina.
GT05
Ritmos da Identidade: Música, Territorialidade e Corporeidade.
GT07
Dinâmicas Territoriais, Desenvolvimento e Processos Políticos: olhares etnográficos sobre os povos indígenas.
GT08
Religiões Afro-Brasileiras e Diversidade.
GT09
Antropologia, Natureza e Populações Tradicionais.  
GT10
Rituais, Memória e Narrativas Urbanas.
GT12
Povos Indígenas, Populações Tradicionais e Gestão Territorial: Políticas Públicas para o Etnodesenvolvimento e as iniciativas dos Movimentos Sociais.
GT13
Culturas Populares em Meio Urbano.
GT14
Migrações Internacionais: fronteiras e diversidade étnico-culturais.
GT15
Conflitos sócio-ambientais no meio rural brasileiro: Estado, agronegócio, populações tradicionais e neorurais.
GT16
Gestão e Auto-gestão indígena: desafios da autonomia indígena .
GT17
Antropologia e Políticas Públicas: projetos de desenvolvimento e impactos sobre populações locais .
GT18
A Nação e os seus Outros .
GT19
Sexualidades, Culturas e Identidades .
GT21
  Percursos da Memória – Antropólogos e Filhos de Santo na Formação da Identidade Afro-Brasileira.
GT22
Panorama Quilombola: O Estado dos Estudos sobre Comunidades Quilombolas e/ou Tradicionais Afroamericanas.
GT23
Intercessões de gênero, raça e movimentos sociais: olhares comparativos sobre diferentes representações. .
GT24
Antropologia e Comunicação.  
GT25
  Juventude, Cotidiano e Subjetividade.
GT26
Violência, Crime e Segurança Pública.  
GT27
Novas Cartografias da Antropologia: Práticas e Saberes entre Fronteiras.
GT28
(Re) Pensando Crianças e Infâncias: Percursos Teórico-Metodológicos.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

27 RBA em Belém

A XXVII Reunião Brasileira de Antropologia acontecerá em Belém, no Pará, em 2010. O tema geral será Conhecimentos e Saberes Tradicionais no Brasil Plural.


Atividades

Todas as propostas de atividades serão submetidas em formulários apropriados que se encontram disponíveis no site da ABA (www.abant.org.br), contendo todas as informações solicitadas não podendo ultrapassar seus limites. Seu preenchimento deverá ser feito em Times New Roman 11.

1) MR - Mesas Redondas

As MRs serão propostas por um coordenador que seja associado efetivo ou correspondente da ABA, ou membro de uma Associação filiada ao WCAA, observadas as mesmas condições
estabelecidas para Associados da ABA. Composição da atividade: As MRs serão compostas de três participantes e um coordenador, podendo, a critério dos coordenadores e, observadas as regras, ter um debatedor. Todos os integrantes deverão pertencer a instituições diversas, localizadas em diferentes unidades da federação. Características da proposta: o coordenador cadastrará a proposta indicando: título; resumo com até 1500 caracteres; nome/instituição/e-mail de todos os participantes.

2) GT - Grupos de Trabalho

Os GTs serão propostos por dois associados efetivos ou correspondentes da ABA, ou membro de uma Associação filiada ao WCAA, observadas as mesmas condições estabelecidas para Associados da ABA, que coordenarão as atividades. Os coordenadores deverão ser vinculados a instituições diversas e em diferentes unidades da Federação ou países. Os GTs ocorrerão em no máximo 3 sessões, com 5 apresentações por sessão, totalizando 15 trabalhos, podendo, a critério dos coordenadores e observadas as regras, ter debatedores incluídos na programação.
Características da proposta: Um dos coordenadores cadastrará a proposta contendo: título; resumo com até 1500 caracteres; e nome/instituição/e-mail dos dois coordenadores.

3) SE - Simpósios Especiais

Os SEs serão propostos exclusivamente por membros da Diretoria, Conselhos Diretor e Cientifico e por Coordenadores de Comissões e de Grupos de Trabalho permanentes da ABA. Composição da atividade: Um coordenador e três participantes, podendo a critério dos coordenadores e observadas as regras, ter um debatedor, que não poderá transformar-se em mais um participante. Características da proposta: o coordenador cadastrará a proposta contendo: título, resumo com até 1500 caracteres; nome/instituição/e-mail de todos os participantes, incluso debatedor, quando houver.

4) FP - Fóruns de Pesquisa

Os fóruns de pesquisa serão destinados particularmente a acolher grupos que trabalham com
temáticas emergentes, que não atinjam número suficiente de participantes para funcionar como um GT, devendo ter apenas uma sessão com apresentação de até 5 trabalhos.

5) CP - Concurso de Posters

As sessões de posters acolherão inscrição de trabalhos de graduandos e recém graduados, sendo apresentados concomitantemente aos GTs e Mesas-Redondas. Estes trabalhos concorrerão ao premio Levi Strauss, sendo avaliados por um júri que selecionará os premiados de acordo com as regras vigentes.

6) Mini-Cursos e Oficinas

Os Mini-Cursos e Oficinas serão propostas por membros da Diretoria, Conselhos Diretor e Cientifico e por Coordenadores de Comissões e de Grupos de Trabalho permanentes da ABA, considerando as questões mais candentes no campo da Antropologia.

7) Conversa com autor

Atribuição da Diretoria.

8) Conferências

Atribuição da Diretoria.

9) PROGRAMAÇAO AUDIOVISUAL

Mostra de filmes etnográficos
Exposição de ensaios fotográficos.
Audição de pesquisas sonoras 27 RBA
Mostra de produção hipertextual 27 RBA
Organizadas pelo GT de Antropologia Visual.

10) Prêmio Pierre Verger

Mostra de filmes premiados Pierre Verger e Exposição de ensaios premiados Pierre Verger.
Organizadas pelo GT de Antropologia Visual.

11) Lançamento de livros

Atribuição da Diretoria.

12) Feira de livros

Atribuição da Diretoria.

13) Exposições

Atribuição da Diretoria.

14) Reuniões de Comissões e GTs da ABA

Atribuição da Diretoria.

15) Eleição de Diretoria e Conselhos Científico e Fiscal

Atribuição da Diretoria.

16) Assembléia Geral

Atribuição da Diretoria.

Prazos

Período para submissão de propostas de atividades (MRs, GTs, SEs etc.) 30/07/2009 a 13/09/09
Divulgação das propostas selecionadas para compor a programação 19/11/09
Inscrição de comunicações nos GTs 01/12 a 22/02/10
Disposição Geral: Cada participante submeterá apenas uma proposta de apresentação de trabalho para as atividades acima caracterizadas, observadas as condições gerais de participação.

Como enviar sua proposta

1. Leia atentamente as informações e características de cada atividade, verificando se
possui requisitos para propor determinada atividade.
2. Baixe o formulário específico da atividade que deseja propor, no site da ABA
www.abant.org.br.
3. Preencha o formulário adequadamente e envie para o e-mail aba@abant.org.br no
seguinte formato:
Assunto da mensagem de e-mail: 27 RBA: proposta de [GT, MR ou SE]
Formulário anexado, nomeado com nome/sobrenome dos coordenadores.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Baixe livro coordenado por Gilberto Velho

Velho, Gilberto (org.) 1977. Arte e Sociedade - Ensaios de Sociologia da Arte. Rio de Janeiro, Zahar Editores.

Livro disponível - texto completo (com agradecimento especial ao prof. Gilberto Velho e demais autores).
Para fazer o download do livro todo (4.5MB), clique aqui (demora cerca de 7 minutos! abrirá em outra janela).
Capítulos de Arte e Sociedade:
Apresentação e Introdução – Gilberto Velho
1. Mundos artísticos e tipos sociais – Howard S. Becker
2. Vanguarda e desvio – Gilberto Velho
3. Por que os índios Suya cantam para suas irmãs – Anthony Seeger
4. Relações de parentesco e propriedade nos romances do "Ciclo da Cana" de José Lins do Rego – José Sérgio Leite Lopes
5. Uma genealogia de Euclides da Cunha – Alfredo Wagner de Almeida
6. Romeu e Julieta e a origem do Estado – Eduardo Viveiros de Castro e Ricardo Benzaquem de Araújo

Para ver a lista completa de textos do LAU para download, clique aqui.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

infanticídio

A ABA divulgou documento que esclarece a problemática do infanticídio entre povos indígenas no Brasil. Como surgiu uma campanha de criminalização desses povos, uma busca de desqualificação de suas ordens sociais e culturais, a entidade resolveu dar sua contribuição.

Frente à iminente votação do PROJETO DE LEI No 1.057, DE 2007, de autoria do Deputado Henrique Afonso, que tem como relatora a Deputada Janete Rocha Pietá, a Associação Brasileira de Antropologia (ABA) vem a público se colocar ao lado dos povos indígenas do Brasil, solicitando ao Congresso Nacional o arquivamento do Projeto.

Leia artigo do Presidente da Comissão de Assuntos Indígenas-CAI

Ainda, sobre o debate instaurado pelo Projeto de Lei No. 1.057/2007, a ABA traz a público o artigo "Crianças Indígenas e o “humanismo” etnocêntrico " produzido por pesquisadores indígenas e não-indígenas, filiados a UFPA, analisando a proposta.

Leia mais

sábado, 13 de junho de 2009

unifesp-guarulhos procura antropólogos

Concurso para professor adjunto na UNIFESP

inscrições: 30/04/2009 a 26/06/2009

Antropologia
04 vagas para doutor/a em antropologia

Ser portador do Título de Doutor em Antropologia ou áreas afins.Projeto de Pesquisa em desenvolvimento ou a ser desenvolvido consubstanciado no memorial e coerente com a trajetória profissional do candidato.
Antropologia da arte
01 vaga para doutor/a
Ser portador do título de Doutor em Antropologia, Ciências Sociais, História da Arte, História, Filosofia, Arquitetura ou Artes. Projeto de Pesquisa em desenvolvimento ou a ser desenvolvido consubstanciado no memorial e coerente com a trajetória profissional do candidato.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

ufjf contrata doutor/a em antropologia

O Departamento de Ciências Sociais torna público que estarão abertas as inscrições para o Concurso Público de Provas e Títulos, destinado ao provimento de cargo de Professor da Carreira de Magistério Superior, Classe Adjunto, Nível 1, na área de Antropologia.

Disciplinas: Conjunto de Disciplinas da área de Antropologia e Metodologia

Provas: Escrita, Didática, Títulos e Entrevista

Períodos de inscrições: das 9 h do dia 24/08/2009 até às 14h do dia 04/09/2009 (SOMENTE PELA INTERNET)

Local de entrega da documentação: Secretaria do Instituto de Ciências Humanas (ICH), no horário de 09 às 12 e de 13 às 17 horas

Data do Início (Prova Escrita): 17/09/2009 as 09:00 h

Habilitação exigida:

• Pós-graduação: Doutorado em Antropologia ou Áreas afins, de acordo com a classificação da CAPES.

Programa das provas do concurso:

1) Teorias antropológicas contemporâneas;

2) Etnografia e método comparativo;

3) Categorias nativas e conceitos antropológicos;

4) Gênero e família na atualidade;

5) Indivíduo, pessoa e corpo;

6) Cosmologia, mito e ritual;

7) Antropologia da saúde e da doença;

8) Etnologia indígena;

9) Antropologia do parentesco;

10) Antropologia do Brasil

Para maiores detalhes consultar: O EDITAL Nº Nº 028/2009-PRORH-PRORH e aRESOLUÇÃO 22/98 - CEPE/UFJF no sítio http://www.concurso.ufjf.br

segunda-feira, 25 de maio de 2009

concurso público antropologia e educação

FACULDADE DE EDUCAÇÃO DA UFMG. Trata-se de uma oportunidade para doutores(as) em antropologia com ênfase em etnologia (vaga para professor adjunto) no departamento de Ciências Aplicadas à Educação. Área de conhecimento: Antropologia e Educação. 1 vaga. Inscrições até 02 de Junho de 2009. O edital foi publicado em 03 de Março de 2009 no Diário Oficial da União (Edital 141).

Programa do concurso para Antropologia - Área de concentração: Etnologia Indígena e Educação. Pontos para as provas:

  1. Desenvolvimentos teóricos recentes na etnologia indígena.
  2. Diversidade cultural e linguística nas sociedades indígenas no Brasil.
  3. Organização social e cosmologia das sociedades indígenas no Brasil.
  4. Relações Interétnicas.
  5. A temática indígena na Escola.
  6. A constituição do campo da Antropologia da Educação no Brasil: temáticas e autores
  7. Antropologia da criança e crianças indígenas; socialização e aprendizagem nas teorias antropológicas
  8. Abordagens contemporâneas da Etnografia; etnografia e educação
  9. As diferentes abordagens da etnologia indígena e suas contribuições para o campo da educação.
  10. Os conceitos de sociedade e cultura na teoria antropológica e suas relações com o campo da educação.

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